quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A Arte Renascentista

ARQUITECTURA

CARACTERÍSTICAS:
  • Equilíbrio e simetria das formas
  • Horizontalidade (cornijas, frisos, balaustradas)
  • Elementos clássicos (frontão triangular, arco de volta perfeita, capitéis clássicos, cúpula, abóbada de berço)
ARTISTAS:
  • Alberti
  • Brunelleschi
  • Bramante
  • Miguel Ângelo
  • Paládio
OBRAS:

  • Palácios e Igrejas

PINTURA

CARACTERÍSTICAS:
  • Composição (esquema geométrico em pirâmide)
  • Perspectiva ( ilusão de profundidade, 3D)
  • “Sfumato” (efeito luz/sombra sem contorno)
  • Utilização do óleo e da tela
  • Trabalho da cor
  • Expressão naturalista ( nu e paisagem)
ARTISTAS:
  • Holbein e Dürer (Alemanha)
  • Van Eyck. Bosch e Bruegel (Flandres)
  • Masaccio, Leonardo da Vinci, Rafael, Miguel Ângelo, Boticelli (Itália)

TEMAS:
  • Santos, Virgem; Figuras bíblicas
  • Retratos
  • Mitologia
  • Natureza

"O nascimento  da Vénus" de Boticelli





"A Virgem do pintassilgo"
de Rafael                                                















  "Mona Lisa"
 de Leonardo da Vinci






ESCULTURA
CARACTERÍSTICAS:
  • Proporção e harmonia
  • Nu (conhecimentos anatómicos)
  • Movimento
  • Expressão de sentimentos


ARTISTAS:
  • Ghiberti
  • Verrochio
  • Donatello
  • Miguel Ângelo

TEMAS:
  • Santos, Virgem , Cristo
  • Mitologia
  • Figuras civis (estátuas equestres)
  • "David" de Miguel Ângelo (1504)
     Florença
    "Pietá" de Miguel Ângelo (1499) 
     Basílica de S.Pedro em Roma
    Estátua Equestre de  Donatello 
     Piazza do Santo, Pádua

    quarta-feira, 8 de novembro de 2017

    Os novos valores europeus

    AS ORIGENS DO RENASCIMENTO
    O Renascimento representou um momento de viragem na cultura europeia, que começou em Itália, no século XV, porque esta reunia vários fatores que contribuíam para que fosse o berço do Renascimento:
    ü  A riqueza proveniente do tráfego comercial das cidades italianas como, Florença, Milão, Génova e Veneza,  favoreceu a rivalidade artística e cultural entre elas;
    ü  O poder económico das famílias dos Médicis e dos Sforza, cuja riqueza favoreceu a prática do mecenato;
    ü  Esses grandes senhores (mecenas) através das suas encomendas protegiam, financiavam e projectavam os artistas e as suas obras;
    ü  A Itália como berço da cultura greco-romana oferecia muitos vestígios culturais aos sábios e estudiosos da Cultura Clássica;
    ü  Os intelectuais italianos rejeitavam a estagnação da cultura medieval e apostavam na criação de universidades, bibliotecas e academias.
     Florença
      
    RENASCIMENTO
    O Renascimento foi um movimento de renovação cultural, intelectual e artístico que impulsionou uma nova mentalidade.
    Características:
    a)      Humanismo ( valorização do Homem e das suas capacidades)
    b)      Naturalismo (interesse pelo estudo da Natureza)
    c)   Classicismo (inspiração e recuperação dos modelos artísticos da Antiguidade Clássica – Grécia e Roma)

    Nova mentalidade:
    a)  Antropocentrismo (Homem no centro do pensamento, como ser inteligente e símbolo da perfeição)
    b)   Individualismo (respeito pelo valor da Razão e da consciência individual)
    c)   Espírito Crítico ( capacidade de cada um usar livremente o seu pensamento e fazer o julgamento das coisas)

    No Renascimento assistiu-se a uma valorização da pessoa humana e a uma postura de confiança nas capacidades próprias do indivíduo. Durante este período concretizou-se a busca do Homem Ideal, daquele que através de uma boa educação, conseguisse alcançar uma formação completa, que o tornasse apto a trabalhar nas mais diferentes áreas.
    Leonardo da Vinci, um dos grandes sábios e mestres do Renascimento na pintura, na arquitectura, nas invenções técnicas, nos estudos anatómicos e da natureza, foi disso exemplo.


     
                       





    

    terça-feira, 7 de novembro de 2017

    A União Ibérica e a Restauração

    Batalha de Alcácer Quibir

    04-08-1578
                O dia 4 de Agosto marca o maior desastre da história militar portuguesa, não só pelo número de militares envolvidos mas também pelas consequências trágicas que teve. A batalha de Alcácer Quibir (ou batalha dos três reis) marca o princípio do fim da II dinastia portuguesa e do período do império português da Índia e é o prenúncio de um período de 60 anos em que o reino de Portugal foi governado por um monarca estrangeiro.
                Tendo sido decidido atacar o norte de África para tentar aliviar a pressão que se fazia sentir sobre as fortalezas portuguesas, começou a formar-se um exército sem grande pressa o qual era constituída por um total de 17.000 homens, dos quais 5.000 eram mercenários estrangeiros.

      A armada parte de Lisboa a 25 de Junho de 1578, faz escala em Cadiz e aporta a Tanger, seguindo depois para Arzila. Aqui é cometido o primeiro erro crasso, pois a tropa é mandada seguir a pé de Arzila para Larache, quando o percurso poderia ser feito por via marítima. A partir de Larache, a força afasta-se da costa em direcção a Alcácer Quibir. Há que notar que no século XVI, grande parte das vitórias portuguesas dá-se na zona costeira, onde é possível fazer valer a vantagem do poder de fogo dos navios de guerra portugueses. Longe dos navios e enfrentando o calor de uma zona quase desértica um exército superior em número e combatendo no seu território, as cautelas deveriam ter sido muito maiores.           
    O rei recusou-se terminantemente a ouvir os conselhos dos capitães mais experientes, que achavam que o exército se devia manter próximo dos canhões dos navios. Alguns comandantes perante o absurdo da decisão chegaram a falar em prender o rei para o impedir de cometer tal loucura.
    As forças muçulmanas, entendiam muito bem que não poderiam enfrentar os portugueses próximo da costa, e não avançaram em direcção a norte, preferindo que fossem os portugueses a tomar a iniciativa.
    A 4 de Agosto, depois de uma marcha de 7 dias, as forças portuguesas encontram o exército mouro que, segundo algumas referências, atinge 60.000 homens. A batalha resulta na perda de metade do efectivo das forças portuguesas que morre na batalha e a outra metade é feita prisioneira.
    O rei, terá alegadamente morrido na batalha, e a sua morte ficou envolvida num mistério que perdura, mesmo séculos depois.

    www. areamilitar.net


    A União Ibérica
    (síntese)
    


    A D. Sebastião sucede o seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique, que por sua vez morre em 1580, sem sucessores.
    Surgem então como pretendentes ao trono:
    • Filipe II, rei de Espanha;
    • D. António, prior do Crato;
    • D. Catarina de Bragança.
    Os portugueses dividem-se:
    • o povo, para não perder a independência, apoia D. António, prior do Crato;
    • a nobreza, o clero e a burguesia apoiam Filipe II, rei de Espanha, esperando assim obter privilégios e riqueza. 
















    Filipe II invade Portugal e D. António organiza a resistência aos invasores mas é derrotado na Batalha de Alcântara, em 25 de Agosto de 1580. Assim, em  1581 nas Cortes de Tomar, Filipe II  é aclamado rei de Portugal, dando-se início a  um novo período na história do nosso país: a união dinástica.

    ·         Condições da União:
    a)       Autonomia de Portugal;
    b)       Respeito pelos costumes, leis e liberdade;
    c)       Nomeação de portugueses para o governo português

    ·         Medidas favoráveis:
    a)       Os portugueses podiam exercer funções em Espanha;
    b)       As rendas e as terras em Portugal só eram atribuídas a portugueses;
    c)       O comércio da Índia e da Guiné era exclusivo dos portugueses;
    d)       Os portugueses podiam circular por todo o Império Espanhol;
    e)       Foram suprimidas as barreiras alfandegárias;
    f)        A língua e a moeda mantiveram-se.

    ·         Conclusão: até 1620 a União Ibérica foi bastante positiva para Portugal.

     A crise do Império Espanhol e a Restauração da Independência de Portugal (síntese)

    Agravamento da situação económica (depois de 1620)
    a)       Diminuição das remessas de ouro e prata da América Latina;
    b)       Guerras com a Holanda, a França e a Inglaterra;
    c)       Dívidas com o exterior (empréstimos);
    d)       Diminuição demográfica (guerras, pestes, expulsão dos mouros e dos judeus)

    Consequências para Portugal
    a)       Grande aumento dos impostos;
    b)       Mobilização dos soldados portugueses;
    c)       Tentativas de eliminar a política de autonomia

     Reacção portuguesa
    a)       Organização da luta para restauração da independência;
    b)       Levantamentos populares por todo o país;
    c)       Revolta dos nobres em Lisboa, a 1 de Dezembro de 1640: pôs fim aos 60 anos de domínio espanhol (Restauração da Independência de Portugal!)




    segunda-feira, 16 de outubro de 2017

    De Lenine a Estaline

    A REVOLUÇÃO SOCIALISTA SOVIÉTICA”

     
    1. ANTECEDENTES DA REVOLUÇÃO


    1.1. SOCIEDADE DO ANTIGO REGIME
     Monarquia absoluta (Czar Nicolau II)
     Sociedade de ordens
     Economia agrária; fraca industrialização
    1.2. REVOLUÇÃO DE 1905
     Trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho e vida
     Manifestação popular esmagada pelas tropas do czar
     Formação dos “sovietes” ( organizações locais de operários, camponeses e soldados que defendiam ideias revolucionárias)
     Criação da DUMA (Parlamento)
    1.3. 1ª GUERRA MUNDIAL
     Agravamento das dificuldades económicas
     Descontentamento generalizado


    2.     REVOLUÇÃO BURGUESA OU DE FEVEREIRO (1917) – Alexander Kerensky
    §  27 de Fevereiro – levantamento popular, em Petrogrado, ao qual se aliaram as tropas, que exigia o fim do regime czarista
    §  O czar Nicolau II abdica e forma-se um governo provisório constituído por burgueses liberais e socialistas moderados (Governo Liberal Burguês)
    §  Descontentamento popular: a Rússia continuava envolvida na guerra e não foi resolvida a crise económica, nem se fez a distribuição das terras pelos camponeses.




    3.     REVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE OU DE OUTUBRO (1917) –Lenine (Vladimir Ulych Ulyanov)
    §  O Soviete de Petrogrado liderado por Lenine, inicia a luta contra o regime de Kerensky
    §  Lenine defende a saída da guerra e a instauração da DITADURA  DO PROLETARIADO (transição do capitalismo para o comunismo, em que o operariado deveria combater a burguesia, retirando-lhe o poder e entregando-o ao Estado, que deveria controlar todos os meios de produção)
    §  24 de Outubro – Golpe de Estado Bolchevique – inicia-se a Revolução Socialista Soviética (Marxismo-Leninismo)





    4.     ETAPAS DA REVOLUÇÃO

    4.1. PRIMEIRAS MEDIDAS DE LENINE
    §  Assinatura da paz com a Alemanha (Tratado de Brest-Litovsk)
    §  Nacionalização da economia:
    §  Abolição de toda a propriedade privada sem indemnizações (terras e indústrias com mais de 10 operários)
    §  Bancos e comércio externo constituíam monopólio do Estado

    4.2. GUERRA CIVIL (1918/20)
    §  “Russos brancos”(defensores do antigo regime) contra “Russos Vermelhos” (defensores da revolução socialista)




    4.3.  “COMUNISMO DE GUERRA” (1918/21)
    Medidas:
    §  Requisição de cereais
    §  Comércio por troca directa
    §  Proibição dos partidos políticos
    §  Partido único – Partido Comunista-Bolchevista
    §  Polícia – política - Tcheka
    §  Estabelecimento da Censura
    §  Constituição do Exército Vermelho
    §  Perseguição, tortura, morte dos adversários
    Consequências:
    §  Afundamento da economia
    §  Agravamento das condições de vida
    §  “Resistência” dos trabalhadores








    4.4. N.E.P. – NOVA POLÍTICA ECONÓMICA (1921)
    §  Para desenvolver a produção Lenine entendeu que era necessário regressar, por tempo limitado, à liberdade económica.
    Medidas da N.E.P.:
    §  Existência de pequenas unidades privadas de produção agrícola e industrial (até 20 operários)
    §  Entrada de capitais e técnicos estrangeiros
    §  Alguma liberdade de comércio (venda livre de produtos agrícolas)
    §  Estado mantinha as grandes indústrias / propriedades e os anteriores monopólios
    Consequências:
    §  Recuperação económica: os níveis de produção aumentaram
    §  Nova burguesia ligada à terra (Kulaks) e à indústria e comércio (Nepmen)
    §  Melhoria nas condições de vida das populações
    §  Estabilidade política


    5.     A ERA ESTALINISTA NA URSS

    Em 1924 Lenine morreu e foi substituído por Estaline (significa “homem de aço”) de verdadeiro nome Iossif Vissarionovitch Djugatchevili.

    5.1. PLANIFICAÇÃO DA ECONOMIA
    §  Planos quinquenais com a duração de 5 anos e metas de produção)
    §  Coletivização da economia: abolidas as pequenas empresas e explorações agrícolas; perseguições aos Kulaks e Nepmen
    §  Criação dos Kolkhozes (cooperativas agrícolas de camponeses) e dos Sovkhozes (propriedades do Estado exploradas por camponeses)

    5.2.  ESTADO TOTALITÁRIO
    §  Partido único: Partido Comunista
    §  Culto da personalidade, obediência obrigatória ao chefe, propaganda oficial de louvor ao líder
    §  Campos de trabalhos forçados (Gulag)
    URSS
    Gulag








    Estaline, o Pai da Nação (Homem de Aço)